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O nosso arroz de frango

Nunca fui uma pessoa devota à religião, mas isso nunca me impediu de ouvir o que cada uma tem para me dizer. No Nepal torna-se fácil esta absorção ao divino, país onde se entrelaçam cultos e formam-se mixórdias de misticismos.
O que mais se vê é o Budismo e o Hinduísmo, bem representados em Catmandu pelos muitos templos sagrados. Esta fotografia da Ana foi conseguida num dos templos budistas tibetanos, chamado de Bodhnath, onde ainda hoje se reza antes de escalar os Himalaias.

A família que nos está a hospedar é hindu e é-o de forma praticante. A partir de amanhã inicia-se uma espécie de Quaresma. Não haverá carne, peixe, álcool, tabaco, entre outras coisas, até ao final do mês. Por isso, neste último dia de consolo, nós decidimos fazer uma bela pratada de proteína para a família, como só um português sabe fazer.

Ofereceram-nos um pato. Preferimos deixá-lo vivo. Mas a galinha já estava morta. E toda a gente sabe que entre o pato e a galinha, o que interessa é o arroz.

Lá se comeu o arroz de frango, carregado de sabores lusitanos, numa casa onde sempre fomos bem recebidos pelos nossos amigos cominhos e o compincha caril.

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