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4 patas e 1 grande coração

Tenho um cão em casa e doeu-me deixá-lo em Portugal. Não porque esteja mal (e eu sei que está muito bem), mas porque não lhe consigo explicar que estou de volta daqui a alguns meses. Eu sei que isto pode ser um problema meu. E a psicologia animal é para aqueles que a tentam fazer e o que o Koli está a sentir só ele é que sabe. Não quero humanizá-lo.

Mas é inevitável não sentir esta compaixão pelo meu amigo. E há uma coisa que tenho a certeza: os cães precisam dos donos; os cães gostam dos donos. Porque se assim não fosse, simplesmente iam-se embora. Mas não vão.

No Nepal, tenho visto muitos cães abandonados e principalmente maltratados, mas curiosamente, cheios de amor para nos dar. Já por várias situações bastou um mimo ou um olhar para eles se entregarem a nós como autênticos guias, seja na montanha ou na cidade. Isto faz-me acreditar que eles não desistem de nós, como nós, às vezes, o fazemos.

Este post é dedicado não só aos cães que quiseram ser nossos amigos, como aos burros que eu vi levar com pedras, aos búfalos que todos os dias enfrentam a vara, assim como todos os animais que, por uma desculpa de superioridade são maltratados por nós.

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