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Um azar cheio de sorte

Lembram-se de vos ter dito que quando formos grandes queremos ser motoqueiros? Pois, é para esquecer. A estrada foi mais forte que nós e respondeu-nos com um furo na roda de trás. E não foi um furo qualquer: foi daqueles a 30 km da localidade mais próxima, num pequeno desterro onde não chega rede aos telemóveis.

Felizmente não falta por estes lados carrinhas de caixa aberta e tivemos a sorte de alguém nos trazer (a nós e à mota) até Pai, a vila onde estamos. Isto depois de uma hora de mãos na cabeça e da repetição da pergunta “o que é que nós vamos fazer à nossa vida?”.

Claro que a desgraça atrai a oportunidade e lá tivemos que pagar umas coroas à “boleia-reboque” e ao senhor do aluguer das motas que fez questão de nos dizer que o furo era gravíssimo.

Mas continuemos…

Pai tem coisas muito interessantes para se fazer: tem cascatas lindíssimas, onde o banhista se pode divertir com uns valentes mergulhos e apreciar o que a natureza tem de melhor para nos dar. Mas adivinhem: as cascatas estão todas secas e neste momento acho desonesto chamarem cascatas a estas poças que encontrámos.

E agora perguntam vocês, “o que é que vocês fizeram em Pai?”. Nada. Mas acreditem que tentámos fazer muitas coisas.

Mas no fim destas contas todas, estou feliz! Não senti que tivesse perdido nada e tenho aquilo que mais preciso:

Uma cabana
Ao pé do lago
E a Ana
Aqui ao meu lado

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