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Junto ao mar

Sou de Grândola, litoral alentejano e cresci com o mar e a praia bem perto. Quem é da minha zona percebe a dimensão desta frase. Somos feitos de Verões enrolados nas ondas de Melides, das falésias argilosas da Galé e do peixe fresco dos pescadores do Carvalhal. Somos feitos de areias grossas e das tardes encerradas com cerveja ao pôr-do-sol. É o conceito que nos define, o ponto comum e aquilo que nos une. É a nossa característica como povo.

Aqui pela Ásia, tenho encontrado as mais variadíssimas paisagens, daquelas impossíveis de não gostar. Mas o coração bate mais forte quando estou junto ao mar. As nossas raízes são irresistíveis e não temos como as contrariar. É-nos demasiado familiar.

É a nossa característica como povo.

E numa altura em que vejo a minha terra a ser invadida por senhores que querem fazer (mais) dinheiro, é bom relembrar o orgulho que temos por esta familiaridade. Lembrem-se de como se sentem e dos adjectivos que procuram quando tentam explicar aquilo que temos. Cá por mim, aquilo que me salta cá para fora é simples: não há nada como o que é nosso; não há nada como as minhas praias.

 

Comments (2):

  1. Maria

    29/04/2017 at 14:45

    Continua ? orgulhosa de nós . Povo de grândola . As nossas praias. Muitos parabéns sempre a subir ?

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  2. Liliane

    29/04/2017 at 22:06

    Adoreiii

    Responder

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