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A ilha que não precisa de mar

As expectativas são altas quando se fala em visitar uma ilha. Olhamos para estes espaços como lugares misteriosos e prazerosos, à espera de serem descobertos. Toda a gente o sabe: o conceito de ilha, por si só, já é romântico.

Estamos em Kratie no Cambodja. Não estamos na costa, mas há por aqui uma ilha que não precisa de mar. É desenterrada pelo próprio rio Mekong, isolando-a, como se a quisesse só para ele.

Eu e a Ana já a tínhamos visitado. Foi logo quando chegámos, acompanhados pelos voluntários da escola onde nós também o somos. Mas decidimos voltar e explorá-la, tal como o merecia. Para lá, se vai num barco lento e, por lá, não se espere outra velocidade. O tempo para em sítios com tanto para nos dar.

São 8 km de perímetro, que o fizemos de bicicleta. Vê-se bananeiras que não são de ninguém e mangas aos montes, caídas no chão, a fazerem-se de oferecidas. Também não falta a praia. Areia e água quente. Para mim, demasiado quente. Compensa-se com a cerveja bem fresca e barata vendida numa cabana, por gentes sorridentes que vivem ao fundo do areal.

Dá vontade de dizer que podem contar com mais dois para jantar. Que queremos ficar. Mas regressámos, alegres, lembrando-nos que sabe tão bem estar em sítios onde queremos voltar.

 

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