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Presentes em temp(l)os passados – Angkor (Parte II)

O território de Khmer, durante a segunda metade da Idade Média, entre o século IX e XIV, foi um dos maiores impérios do planeta. Tinha uma extensão que ocupava áreas de actuais países como a Tailândia e o Vietname. A capital era aqui, no Cambodja, perto de uma cidade que se chama Siem Reap, e tinha o nome de Angkor.

Angkor foi uma cidade de extrema importância, com um acentuado nível tecnológico numa altura de pré-industrialização na História. Foi-o em várias vertentes, nomeadamente na arquitectura e, por isso, temos hoje o maior museu a céu aberto do mundo.

Neste antigamente, a religião compunha-se por bafos vindos da Índia, com milhões de pedras levantadas em nome do Hinduísmo. Assim se construíram estes templos, hoje protegidos pelos critérios da UNESCO.

Explorá-los, aos templos ou às ruinas que deles restam teve um profundo impacto em nós. Além do misticismo e de momentos como o nascer-do-sol que pinta as pedras com as melhores cores do mundo há também duas forças gigantes que o Angkor representa e que a nós nos disseram muito: a força do Homem e a da Natureza.

O primeiro é capaz de construir a própria beleza. Consegue pensá-la, imaginá-la e reproduzi-la. Templos como o Angkor Wat e como o Bayon são exemplos perfeitos. Um deles, o Angkor Wat tem a maior dimensão do mundo no que toca a edifícios religiosos. No outro conta-se mais pedras no chão e aplica-se bem o termo ruína. O Bayon, outrora, teve 50 torres emergidas da sua colossal arquitectura, cada uma com quatro misteriosas e vigilantes caras. Algumas destas faces foram sobrevivendo intactas por quase mil anos, mostrando que há coisas que vieram para ficar. Que a beleza, mesmo depois de tanta história escavada, é intemporal.

Mas vamos ao nosso templo preferido e, com ele, a segunda força: a da Natureza. A força mais natural. A que não precisa de pensar para construir algo que brilha aos nossos olhos.

No Ta Phrom quem domina são as árvores e os animais. Aqueles que já lá estavam antes das pedras. Foi encontrado no século XIX, no meio da floresta e decidiram (bem) mantê-lo como o descobriram. Aqui há raízes que levantam paredes e serpenteiam entre as fendas dos edifícios. As árvores parecem polvos, consumindo as ruínas com cada um dos seus tentáculos. O tempo está, muito lentamente a alimentar-se desta história e aquelas plantas estão numa batalha efusiva contra a mão humana, sabendo que só a paciência as levam a vencer. Sabendo que no fim, quem ganha é sempre o mesmo.

Há muito que esperávamos por estes dias. Gostámos. Há magia no ar por estes lados. E recomendamos que se vá de peito aberto à experiência. Há sensações aos montes para explorar.

 

 

Comments (2):

  1. Juca

    June 13, 2017 at 12:39 pm

    Fiquei maravilhada.

    Reply

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