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“Mama”

No primeiro país em que estivemos, no Nepal, fomos recebidos por uma família bem característica de Catmandu. A naturalidade pairava nesta casa, em todos os seus elementos, que viviam num lar simples, assaltado pelas temperaturas baixas de Janeiro, compostas de correntes de ar que teimavam em entrar por cada fresta, em cada divisão.

A família era grande, mas foi a matriarca que nos chamou mais a atenção. Chamávamos-lhe “Mama”. Ainda hoje nos lembramos bem do seu sorriso, que o mostrava com a mais pura das simpatias. Fazia-o quando comunicava, percebendo, ou não, o nosso inglês. O idioma não era o mesmo, mas o esforço era intenso para que fosse percebida. 


Invejámos a sua flexibilidade física, trabalhando no cultivo dos alimentos que um dia os havia de cozinhar. Admirámos a destreza com que tratava as tarefas domésticas. A primeira a acordar e a última a deitar, segurando o seu mundo com as próprias mãos. Nunca nos faltou nada. Comemos, bebemos e sorrimos. Tudo o que se pretende num lar. 

Esta é a nossa homenagem de quem nos tratou tão bem. 

Obrigada Mama!

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