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Regresso a nós!

Chegámos magros, quando regressámos da viagem. Mas de lá, até ao agora, eu, por exemplo, já engordei quase 10 kg. Os nossos receberam-nos famintos, mas não apenas de comida. Durante os primeiros dias enchemo-nos de jantaradas, abraços, conversas e tardes de praia. Enchemo-nos de vida fácil e de pormenores que caracterizam o nosso Verão. Assim se passou o mês de Julho.

O reverso chegou com o Agosto. Quando o dinheiro se dissipa tomam-se atitudes e nós fizemo-lo como empregados de uma hamburgaria.

Conto-vos estes aspectos da vida pessoal para se quiserem perceber o porquê da pouca actividade do Viagens 100 Nomes. Não queremos deixar o blog, mas fomos invadidos por uma rotina que, além de nos retirar tempo, cortou-nos parte de uma motivação que esteve sempre presente em 6 meses de viagem. Para mim não está a ser fácil escrever sobre temas que foram vividos com um estado de espírito completamente diferente. Neste momento estamos em processo de mudança. Precisamos de estabilidade para cumprir tudo aquilo que imaginamos para o Viagens 100 Nomes. No entanto, existe tantas coisas que sentimos falta… Uma delas é de passear. E foi o que fizemos na folga que tivemos ontem, a primeira do último mês.

A manhã foi feita ao sabor da Costa Vicentina, num dos muitos percursos pedestres que a zona tem para oferecer. Estivemos em Almograve e contornámos um trilho circular extremamente bem preparado e sinalizado. Antes de chegarmos às dunas, mergulhámos na vegetação serrada que enfeita as areias brancas, responsáveis pelo nosso andar desengonçado e cansativo. A segunda metade do trajecto foi desfrutada ao som do mar a incomodar as rochas que, irredutíveis preenchem as praias que só não são desertas porque nós estamos lá.

Soube bem planear tudo. Pesquisar informações e voltar a tocar em mapas. A máquina fotográfica da Ana estava há demasiado tempo parada e os disparos não foram poupados. E enquanto a Ana ficava para trás, embrulhada num jogo de imagens, eu ia esperando. Até essa pequena chatice me soube bem. É bom ter problemas que no fundo não os quero resolver.

Acabámos a tarde no marisco, no local de Azenha do Mar e restaurante com o mesmo nome. Empanturrámo-nos como só nós o sabemos fazer e quando chegámos, ainda mais gordos, recordámos o bom que é chegar cansados do que o mundo nos tem para oferecer e descansados de uma rotina sempre fácil de quebrar.

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