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Choque cultural - Viagens 100 Nomes

Choque cultural em viagem

Ainda estávamos no avião, a aterrar no aeroporto de Catmandu, capital do Nepal, e o nervosismo já nos inundava. Não sabíamos o que nos reservava este país e, muito menos, os próximos 6 meses. A primeira hora foi desconfortável. Confusão de vistos e pressão de taxistas: ainda não estávamos habituados.

Enquanto atravessámos a cidade com o taxista mais persistente, a caminho da família que nos ia acolher, vimos uma cidade velha, pobre, ruidosa e caótica. Entre nós, olhávamo-nos e sentíamos que a nossa perspectiva tinha encontrado outra realidade. A intensidade desse trajecto nunca será esquecida.

À nossa espera estava uma família que nos acarinhou e ensinou muito. Essa, aliás, seria uma constante no Nepal: gente muito receptiva e bondosa. Nesta casa ficámos 12 dias. A água, para beber, era fervida numa fogueira no quintal; para tomar banho, chegava-nos fria, gelando ainda mais o mês de Janeiro.

O Nepal é um país pobre e a sua capital reflecte. O trânsito caótico, o lixo e o pó são aliados daquelas ruas, que recebiam muitas pessoas sem casa e sem comida. No entanto, a nossa experiência em Catmandu não foi má. Saltitámos de templo em templo e de praça em praça, em contacto pela primeira vez com o misticismo do hinduísmo e do budismo.

Depois veio a Índia. A Índia não começou bem connosco.

A capital tem 10 milhões de habitantes. Este número reflecte-se na exaustão de recursos e na consequente pobreza. Pessoas sem tecto e sem qualquer tipo de higiene são despejadas nas ruas de Deli. São caminhos decorados pelo lixo persistente, onde circulam vapores de urina. Esta é uma parte da cidade. A outra é composta por indianos que consomem nos centros comerciais. Os carros, as roupas e o desdém a quem lhes vai pedir esmola. Aqui não há lixo. Aqui até o sol brilha mais. Estes são os contornos de uma cultura que vive sob a forma de castas. O sangue de um é melhor que do outro, argumento mais do que suficiente para se maltratarem e se desrespeitarem.

A chegada a Nova Deli foi de loucos. Não encontrámos o hostel de imediato e nesse período fomos abordados por habitantes com sorrisos traiçoeiros e ajudas falsas, à procura de fazer dinheiro com aqueles que carregam uma mochila às costas. É a lei da sobrevivência. Isto fez com que o nosso nível de confiança descesse em relação aos indianos mesmo com aqueles que só queriam o nosso bem.

O que veio a seguir foi-se entranhando cada vez melhor à nossa pele e países como Tailândia, Laos, Vietname são de fácil entendimento.

@momondo #owtravelers #admomondo

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