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Susto nas estradas da Índia

Quando se anda em viagem não faltam acontecimentos fora do normal que ocorrem com alguma frequência. Não é anormal. Afinal, estamos fora da nossa zona de conforto e mais receptivos a histórias mirabolantes. Esta que vos conto hoje foi um dos momentos mais assustadores que alguma vez tive.

Aconteceu numa viagem de 6 horas, enfiados num carro de uma taxista que só de olhar para ele já se desconfiava das suas capacidades como condutor. Parecia que tinha 15 anos e não falava o mínimo de inglês, algo raro na Índia.

Assim fomos, às 3h da manhã, extremamente cansados, ansiosos por um banco de trás pronto a receber os nossos corpos já pesados.

Mas a viagem estava longe de ser tranquila. O rapaz estava evidentemente cansado. Frequentemente parou para tomar “chai”, bebida com teína para o manter desperto. Às vezes assustava-nos, parando no meio da estrada apenas para molhar a cara. Quando perguntávamos se ele estava bem, respondia como podia, sem que qualquer comunicação fosse estabelecida. Houve uma altura em que desisti de dormir. Era necessário vigiá-lo.

Relembro que estávamos na Índia. Nos longos quilómetros de estradas loucas que lhes pertence. Aqui pode aparecer a qualquer momento uma vaca. Aqui conduz-se pela esquerda e, normalmente, quem faz a ultrapassagem é quem conquista a prioridade na via. Aqui os faróis dos carros estão sempre nos máximos, o que provoca o encadeamento constante. Não sei como conseguem conduzir sob estes aspectos, mas foram estes que, aliados a uma boa dose de cansaço, nos proporcionaram um dos maiores sustos da vida.

De repente, vi um camião a vir na nossa direcção, na nossa faixa de rodagem. Eu comecei a gritar e a Ana, meio adormecida assusta-se e começa a bater com a mão na porta e depressa se junta ao meu grito. No entanto (e felizmente), eu tive uma ilusão de óptica. Não vinha nenhum camião e nós éramos os únicos naquela estrada. O rapaz parou o carro e nós, cheios de adrenalina começámos a rir. Ele olhou-nos como loucos e devido ao seu inglês inexistente nunca conseguimos explicar o sucedido. Mas espero que ele quando conte esta história aos amigos se ria tanto como nós.

 

@momondo #owtravelers #admomondo

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