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Mulheres portuguesas viajantes - Viagens 100 Nomes

Mulheres Portuguesas Viajantes

Mulheres do Fim do Mundo – Parte 2

Na altura em que fizemos a nossa viagem pela Ásia, deparámo-nos com imensas mulheres a viajar sozinhas. Ficámos até impressionados, por não ser de todo aquilo que estávamos à espera. Em homenagem a algumas das mulheres que fomos encontrando na estrada publicámos o texto Mulheres do Fim do Mundo. Em jeito de continuidade e devido às comemorações do Dia Internacional da Mulher, chegou agora a vez de dar a conhecer as Mulheres do Fim do Mundo Portuguesas. São mulheres portuguesas viajantes, de todas as idades e de todos os sítios de Portugal, que desbravam o mundo de fio a pavio.

Decidimos falar com algumas delas e perguntar-lhes qual o significado por trás do acto de viajar enquanto Mulher.

Mais uma vez, estas são algumas das muitas mulheres que vão até ao fim do mundo. E vão com tudo. Sem freio. Sem trauma. Sem medo.

(por ordem alfabética)

1. @boleiasdamarta

Mulheres Viajantes Portuguesas - Viagens 100 Nomes

A Marta tem nela todos os sonhos do mundo. Criadora do blog Boleias da Marta, foi em 2014, numa experiência de voluntariado em Moçambique que tudo mudou. Desde aí, já visitou 28 países e apanhou uma média de 300 boleias. Actualmente, encontra-se a trabalhar no departamento de comunicação da UNICEF, na Guiné-Bissau.

“Para mim viajar sendo mulher é um quebrar de preconceitos e estereótipos, é partir em viagem contra a opinião de tudo e todos e tapar os ouvidos quando dizem: “Não vás sozinha és mulher, é perigoso”, “Vais ser violada”, “Vais ser raptada”.
É ir para onde quero, quando quero e com quem quero, sem medos ou receios e mostrar ao mundo posteriormente que esses maus pensamentos não passam de bichos de 7 cabeças que são diariamente incutidos pelos media.
Há perigos e não vivemos num mundo cor-de-rosa, mas não deixo de viver por ser mulher e ser considerada frágil na nossa sociedade.
Viajar sozinha foi a experiência mais libertadora que tive na minha vida e que faz de mim quem sou hoje, uma mulher confiante, autónoma, decidida e aventureira e por isso nunca digo não a uma viagem, por não ter companhia.”

2. @joland.blog

A Maria João, ou Jo, como é conhecida, é uma verdadeira activista sobre ser mulher e viajar sozinha. Depois de experimentar uma vez, nunca mais parou e criou o universo da Joland. Para além de dicas e conselhos sobre o tema, tem também inúmeros guias de viagens, que são ouro para qualquer pessoa que queira viajar.

“A experiência de viajar é universal e todos sentimos o mesmo quando partimos à descoberta de um mundo que se torna cada vez mais fascinante e menos limitado a ideias pré-concebidas à medida que o conhecemos mais e melhor. E foi isto que as viagens, especialmente as viagens a solo, me ensinaram: que há que eliminar tabus, medos e inseguranças associados à ideia de viajarmos sozinhas. Temos de ser as primeiras a pensar em nós, mulheres, como viajantes e cidadãs do mundo capazes, fortes e independentes, para deixarmos um dia de ouvir comentários como “Foste sozinha? Que corajosa!”, porque a coragem não deve ser o principal requisito, mas sim a vontade de viver a vida em pleno e usufruir de tudo o que o mundo tem para nos oferecer, independentemente de sermos homens ou mulheres.”

3. @justgo_sofia

A Sofia do Just Go by Sofia além de ser uma Mulher viajante, é uma voz activa nas boas práticas de turismo, em termos de acessibilidades, para pessoas com mobilidade reduzida. O facto de se deslocar em cadeira de rodas não a impede de sair da sua zona de conforto para o Mundo.

“Viajar para mim é muito mais do que conhecer novos locais, novas gentes, novos costumes. Viajar para mim é pôr-me à prova, é desafiar-me, é superar-me e é, também, libertar-me. O facto de me deslocar numa cadeira de rodas faz com que viajar seja tudo isto. Vivemos num mundo, ainda, com muitas barreiras pelo que sair da nossa zona de conforto, onde temos tudo ao nosso jeito, faz com que sair de casa já seja uma aventura.

E como eu gosto de aventura não há nada como me aventurar e, ao mesmo tempo, tentar alertar para a questão das acessibilidades e assim contribuir para que cada vez mais se criem condições para todos. E como as barreiras não são só físicas há, também, que mudar as de mentalidade, pelo que, enquanto mulher viajante procuro inspirar outras mulheres a fazê-lo sem qualquer tipo de receio. Sozinhas ou acompanhadas o que interessa é ir e desafiar o mundo e os seus preconceitos.”

4. @world.citizen.girl

Mulheres Viajantes Portuguesas - Viagens 100 Nomes

A Alexandra, do blog World Citizen Girl, alimenta a sua sede por viagens desde pequena. Já visitou 78 países e conta já com a agenda cheia de aventuras para os próximos meses.

“Viajar para mim enquanto mulher é libertador, não há nada melhor que sair da minha zona de conforto e conhecer novas culturas, novas pessoas, apreciar a vida e aprender, além do mundo ter locais incrivelmente bonitos em que ficamos de boca aberta, o contacto com os locais também acaba por ser a cereja no topo do bolo. A vida é simples, nós muitas das vezes é que a complicamos, sinto que sou hoje a mulher que sou graças às viagens que fiz.”

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