Kathmandu

“Mama”

No primeiro país em que estivemos, no Nepal, fomos recebidos por uma família bem característica de Catmandu. A naturalidade pairava nesta casa, em todos os seus elementos, que viviam num lar simples, assaltado pelas temperaturas baixas de Janeiro, compostas de correntes de ar que teimavam em entrar por cada fresta, em cada divisão.

A família era grande, mas foi a matriarca que nos chamou mais a atenção. Chamávamos-lhe “Mama”. Ainda hoje nos lembramos bem do seu sorriso, que o mostrava com a mais pura das simpatias. Fazia-o quando comunicava, percebendo, ou não, o nosso inglês. O idioma não era o mesmo, mas o esforço era intenso para que fosse percebida. 


Invejámos a sua flexibilidade física, trabalhando no cultivo dos alimentos que um dia os havia de cozinhar. Admirámos a destreza com que tratava as tarefas domésticas. A primeira a acordar e a última a deitar, segurando o seu mundo com as próprias mãos. Nunca nos faltou nada. Comemos, bebemos e sorrimos. Tudo o que se pretende num lar. 

Esta é a nossa homenagem de quem nos tratou tão bem. 

Obrigada Mama!

Workaway Sunrise Farm | Catmandu, Nepal | Viagens 100 Nomes

Workaway é uma plataforma onde é possível encontrar famílias, empresas ou associações disponíveis para hospedar viajantes. Em troca, o hóspede oferece aquilo que pode, seja trabalho, arte, ajuda doméstica ou até companhia.
Este foi o primeiro workaway do Viagens 100 Nomes. Foi em Catmandu, Nepal.

Catmandu | Nepal | Viagens 100 Nomes

O Viagens 100 Nomes em Catmandu no Nepal.

Até já Catmandu

Os verdadeiros Budas estão aqui. Adorados e venerados por muita gente em Catmandu. Fica por aqui também os últimos olhares pelos templos que estivemos.

Estas são as últimas fotos da capital. O nosso visto termina no início de Fevereiro e nós queremos aproveitar aquilo que o Nepal tem melhor: as montanhas. Até ao final do mês vamos estar em Pokhara, esperando fazer muitas caminhadas e respirar o frio da neve.

 

O nosso arroz de frango

Nunca fui uma pessoa devota à religião, mas isso nunca me impediu de ouvir o que cada uma tem para me dizer. No Nepal torna-se fácil esta absorção ao divino, país onde se entrelaçam cultos e formam-se mixórdias de misticismos.
O que mais se vê é o Budismo e o Hinduísmo, bem representados em Catmandu pelos muitos templos sagrados. Esta fotografia da Ana foi conseguida num dos templos budistas tibetanos, chamado de Bodhnath, onde ainda hoje se reza antes de escalar os Himalaias.

A família que nos está a hospedar é hindu e é-o de forma praticante. A partir de amanhã inicia-se uma espécie de Quaresma. Não haverá carne, peixe, álcool, tabaco, entre outras coisas, até ao final do mês. Por isso, neste último dia de consolo, nós decidimos fazer uma bela pratada de proteína para a família, como só um português sabe fazer.

Ofereceram-nos um pato. Preferimos deixá-lo vivo. Mas a galinha já estava morta. E toda a gente sabe que entre o pato e a galinha, o que interessa é o arroz.

Lá se comeu o arroz de frango, carregado de sabores lusitanos, numa casa onde sempre fomos bem recebidos pelos nossos amigos cominhos e o compincha caril.

Alimentando os pombos

Espalhar milho pelas praças é uma actividade anciã. Em Catmandu não é excepção. Depois de uma conversa com um nativo levanto dúvidas escondidas. Alimentar os outros faz-nos sentir poderosos ou recompensados? Estamos a partilhar alimento ou a alimentar pragas?

Na praça Darbar, há velhotas a vender milho. Não para o turista se entreter, mas para cada um limpar a alma, alimentando os pombos.