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Viagens 100 Nomes - Inspirar Tondela - Gap Year

Gap Year: Inspirar em Tondela

Quando chegámos da viagem, tivemos que nos olhar de novo. O ângulo e a perspectiva mudaram quando estamos do outro lado do Mundo. Sabíamos que o blog iria ter menos conteúdo, mas estávamos convencidos de que não era o fim. As coisas facilmente se reinventam e nós, com o peito pesado de ideias para partilhar, gostamos de ser ouvidos. Uma forma que tínhamos para continuar a falar da nossa viagem, é com o incentivo ao Gap Year.

Incentivar o Gap Year

Pois, eis que fomos convidados para comunicadores numa palestra. Foi em Tondela, numa manhã dividida entre duas sessões. Tudo correu bem. Partilhámos um pouco de nós, enquanto fomos extremamente bem recebidos. Esperamos que tenha sido inspirador para quem nos ouviu.

A nós veio-nos despertar sonhos passados. O sangue quente que nos dá a vontade de conhecer mais. Temos saudades de ir embora.

 

Viagens 100 nomes - noite-deserto do rajastão

Noite no deserto do Rajastão Indiano

Quero-vos falar da noite. Ela, que se mostra e nos esconde, dá-nos o lado mais calmo do dia. Nós, de viagem, à procura da melhor de todas, nunca a sentimos tanto como esta, em que a passámos deitados nas areias do deserto do Rajastão, na Índia.

As areias do deserto do Rajastão

Embalados pelas dunas e hipnotizados pelo céu. Mesmo antes de nos cair o sono, já sonhávamos em guardar cada estrela no nosso bolso para que elas se lembrassem de nós. Eu e a Ana íamos tendo conversas sem palavras, aproveitando-nos do maior e melhor silêncio que a noite nos trouxe.

Adormecemos, mas não por muito tempo. O céu, assim como um relógio, não se esquece do tempo e vai rodando para nos lembrar dele. Desta vez trouxe-nos a lua e nós acordámos. “Obrigado por teres vindo”, pensámos. E adormecemos. Desta vez acompanhados.

Nunca iremos esquecer esta noite. Sem vento, parecia que estávamos no vácuo. Os nossos sentidos baixaram para os níveis que eram estritamente necessários, o que nos fazia estar numa espécie de transe. O que a calma de uma noite nos pode trazer…

 

Sigam a ligação para ver o vídeo sobre Jaisalmer, uma das principais cidades do deserto indiano.

Viagem em pespectiva - Viagens 100 Nomes

Um ano depois… Viagem em perspectiva

Viagem em perspectiva

Há um ano dizíamos que todas as histórias têm um começo, um medo e um sim. Dizíamos também que queríamos tornar a vida ainda maior do que a curiosidades que temos pelos outros. As premissas, mantém-se. E olhando para nós nesta perspectiva passada, vejo-nos seres felizmente confusos, em que a nossa única ideia fixa é saber que tínhamos pensamentos ténues e moldáveis. Fugimos de nós para nos acharmos do outro lado do mundo – em viagem.

Partimos para o Nepal a 5 de Janeiro de 2017 e iniciámos a primeira grande viagem das nossas vidas. Viajámos pela Ásia e, com este blog, decidimos que há estórias que não devem ficar em segredo. Continuamos a pensar desta forma. Todos nós precisamos de relatos e de aprendizagens. É um ciclo que não deve ser fechado por razão alguma. Só a comunicação sensata e recíproca é capaz de abrir o caminho da compreensão que devemos ter uns pelos outros. Viajar, no verdadeiro sentido que atribuímos à palavra, não são quilómetros: são experiências – as nossas e as dos outros. Ensina-nos a saber a ouvir, a pensar e a agir. Aprendemos aos poucos a saber colocar-nos no lugar dos outros, um valor imprescindível nos dias de hoje.

Neste momento, acreditem, queremos mais. É impossível estar saciado com um mundo infinito. Apetece-nos dar passos largos, deixando pegadas cheias de novos contornos. O plano é não largar o projecto Viagens 100 Nomes. Estamos a escrever um livro, queremos espaços para exposições de fotografias e vamos começar a dar algumas pequenas conferências. Estamos activos! E juntos! Depois de 1 ano que soube a 10, continuamos a descobrir a cumplicidade que existe entre nós. Já agora, aproveitemos a deixa para vos dizer que vamos casar. Queremos celebrar aquilo que melhor temos na vida. Aliás, queremos celebrar a própria vida.

Espero-vos a todos bem! Já tínhamos saudades de vos escrever.

Viagem sem fim…

Em todos os momentos desta viagem quisemos sempre focar que o objectivo seria crescer como seres humanos. Não sei se somos melhores, mas, neste momento, somos muito mais. Mais experiências, mais interacções. Um processo que nos deixa com novos objectivos e novas visões.

Agora sabemos mais de como pretendemos o Mundo, mas também de como não o queremos. A Ásia não é um sonho ideal e existe conteúdo que não funciona. O turismo massivo é um problema grave em todo o planeta. É uma forma de colonização e um factor que torna a população local ambiciosa e sem identidade. No entanto, quando fugimos à procura de outros pormenores, fomos felizes. A hospitalidade, a simpatia, a tranquilidade… Fomos recebidos como nunca e trazemos muita gente na parte mais privilegiada da memória.

Como casal aumentámos, ainda mais, a nossa força. Já vos disse: não é fácil viajar a dois, principalmente se for feito como nós, que optámos por não o fazer da forma mais fácil. Múltiplas decisões a serem tomadas, alegrias e decisões ao virar de cada esquina. A receita não o é, quando o diálogo e a compreensão não são os ingredientes maiores.

O Viagens 100 Nomes aprimorou-nos a nível criativo. Trabalhámos juntos, em várias vertentes, e funcionou muito bem. Criámos novos objectivos profissionais e novas visões daquilo que queremos para a nossa vida.
Este é um resumo geral dos melhores meses da nossa vida. Ao longo dos próximos tempos vamos ter mais conclusões que achamos importantes. Falaremos de cada país e vamos abrir o livro das despesas e gastos, um assunto que traz muita curiosidade. O Viagens 100 Nomes vai continuar activo.

Desejamos, a todos, uma excelente Quarta-Feira 

Women of the end of the world

Today I want to talk about something that is very valuable for me. This is because I share the same gender and because it’s such a good thing to see that there is no convenience when we put our problems and prejudices for background, and go out, travelling with no fears.

I am talking about women. Women that travel alone. Women of different ages, different countries, leaving with their backpacks, with no destination defined, just to know this world. A world of everybody, that has so much to give us.

Let’s begin:

Piper, 28 years old, from United States of America. She has a perfect job for her, in a Vegan food company, that does the distribution for school’s canteens in three states of América – Illinois, Ohio, Indian. This situation put’s her in a position with no fixed home, moving state to state. Every year she has 4 months to travel, choosing the winter months, because, obviously, she does not like the cold. She inspires everybody around her, sharing social activism issues.

Isabel, did not want to tell us her age. She’s from Barcelona and worked a lot of years in music industry. She dealed with people like David Bowie, Michael Jackson, Madonna and others. She putted so much in this job that, probably, prevented her from relating to someone and create a family. 10 years ago, she gave up and went to work in another company, selling online tickets. Recently, she rented her house, sold her car, made a new hairstyle and paused her life for 2 years to travel: 1 year in Asia, another in South America. Time is no problem for her.  Now she watches us, younger people, as we were very brave for travel at such a young age. But for us, she is one of the most courageous person we met.

Marie, 25 years old, French. She finished her studies with a great job opportunity who did not waste. For 2 years she helped to create a new company, with good moments. But the routine just appeared and when the company decided to move to another city, Marie made the big decision: she quit her job and make something that she wanted to do in the time that she finished her studies: travelling for 7 or 8 months to try new experiences.

Claudia, 32, from Mexico. She grew up in a large family, surrounded for 5 brothers. She is a very nice football player and we love her jokes that don’t stop coming out of her mouth. Claudia has great and practical ideas, with the capacity to solve any problem. She’s going to interrupt her journey in Asia in August, because of her sister’s wedding. Until then she’s got all time of the world to plan the day of tomorrow. She left a job in Mexico that is easy to return when she comes back. If she comes back…

Couple of weeks ago, João was telling me: “I am very impressed. There are more women travelling alone than man”. Maybe because no fear is imposed on men; nobody tells them what to do or not to do when they are alone because could be dangerous; nobody tells them that their parents are out of their mind to leave them so loose; nobody tells them what to dress to avoid some problems. They, men, they just travel. The woman, who is told all this and more, adopts a position of resistance, doing in the bravest possible way, to leave their beautiful footprints in the world.

I admire them.

I admire them because, before this journey that we began in January, it seemed impossible to do something like this. Maybe because of my family background, or maybe because it is such intrinsic in our culture, like it should not be.

Today, I have the luck to have my best friend, confident and lover with me, but if in the future, for some reason, arise the opportunity to travel alone, it will be not such a big problem for me.

They are four of the many women who go to the end of the world. With no restraint, no trauma and no fear.

 

(Este texto foi escrito em inglês devido às intervenientes. Um agradecimento especial a todas elas.)