Vietnam

Podcast RCG 2017-05-18 | Viagens 100 Nomes

 

 

A última semana do Vietname foi de loucos! Mas já estamos no Cambodja no merecido descanso rural.

Ninh Binh & Hue | Vietname | Viagens 100 Nomes

Em Ninh Binh descobrimos uma das melhores actividades que se pode ter na Ásia: andar de bicicleta. São quilómetros entre os arrozais do centro do Vietname que não queremos esquecer. Este vídeo tem também imagens de Hue, onde tivemos num couchsurfing que nos encheu a alma e até deu para fazer um frango em molho de tomatada como só um português o sabe cozinhar. We love you, Vietnam!  

Respira-se Karaoke!

O karaoke é um dos maiores fenómenos socioculturais que já vimos no Sudeste Asiático. A toda a hora e em qualquer lugar. O momento é sempre perfeito para cantorias. Não encontro explicação, mas garanto-vos que são completamente viciados neste passatempo.

O karaoke não tem classes sociais. Vai a ricos e vai a pobres; canta-se em pequenos restaurantes, mas também em bordeis de alto gabarito; cria euforia e danças desajeitadas em grupos de amigos da pinga, mas também serve para donas de casa cantarem sozinhas logo às 6 da manhã. Ai da celebração que não o tiver! Num casamento, primeiro o microfone e o sistema de som, depois a noiva.

Para perceberem de que vos falo, trazemo-vos este momento retirado do dia-a-dia de dois funcionários de uma loja de electrónica. Priceless.

Aqui não há heróis

Quando referimos que estamos no Vietname, é normal que a primeira impressão de quem desconheça o terreno seja “Epá, mas houve por lá uma guerra…”. Houve sim, senhor! Já não há e, ao que parece, está longe disso; mas nós não a queremos ignorar.

Há muito tempo que estávamos à espera do momento perfeito para falar desta altura sangrenta. Afinal de contas foi apenas há 42 anos e, apesar de nos parecer um assunto tabu para a população da Indochina, acreditamos que não esteja esquecida.

O tema emerge no nosso último destino antes de ir para o Cambodja, a cidade mais importante do Sul do Vietname: Ho Chi Minh. O nome da localidade cria, desde logo, movimentações para conversa porque antes chamavam-lhe Saigon.

Vamos por partes: o Vietname esteve dividido pelos dois grandes “C’s” do século XX – a norte o Comunismo e a sul o Capitalismo. Como é óbvio, os Estados Unidos da América tinham que vir meter o “bedelho” e invadiram o Vietname em 1955 sob o pretexto de travar o avanço global do comunismo. A guerra durou 20 anos, terminando com uma vitória para o Vietname e com a maior derrota bélica da história dos Estados Unidos. Terminou precisamente com a reconquista de Saigon por parte dos comunistas. Conseguem adivinhar o nome do homem forte do Vietname durante esse acontecimento? Ho Chi Minh, claro, que rebaptizou a cidade. Correntemente, a cidade continua a ser referida como Saigon, mas o nome oficial mudou.

A guerra do Vietname foi feita de diferentes ideais e é contada de várias perspectivas.

Chega de factos. Quis-vos introduzir no tema porque pretendo falar daquilo que vimos no museu da guerra. Tenho a licenciatura em História e sei que quem a faz são homens e mulheres, seres tendenciosos, simplesmente porque são humanos. Todos temos opiniões e apagá-las é um trabalho árduo, quanto a mim, impossível.

A guerra do Vietname foi feita de diferentes ideais e é contada de várias perspectivas. Neste museu, o vilão não é o mesmo que estamos habituados a ver nos filmes de Hollywood. A história é outra e contada de uma forma que eu também não gosto: sensacionalismo. Com fotografias horripilantes como cadáveres desmembrados e outros itens que criam imagens de terror, de vítimas vietnamitas em destaque. A tragédia perfeita para cativar a atenção do público. Somos loucos pela desgraça dos outros quando a olhamos de uma distância segura. Dei por mim a ter pena de uma menina morta ao lado da mãe a chorar, assim como tive pena das mortes do Apocalypse Now. Ainda bem que a tive. É sinal de compaixão. O pior é quando este sentimento evolui para afecto como ideal e, neste caso, um país. Acho perigoso. Não se deve apoiar causas pelas emoções. Principalmente quando há sinais de guerra. Aqui não há heróis. Aqui todos perdem.

 

Hanoi & Cat Ba | Vietname | Viagens 100 Nomes

 

Está no ar o primeiro vídeo do Vietname. Com imagens de Hanói, a capital do país e da ilha de Cat Ba, onde nos passeámos pelos majestosos rochedos que emergem das profundezas do mar.
Dêem uma vista de olhos e vão ver que vai directo para a vossa lista de desejos.

 

As ruas mágicas de Hoi An

Esta é a cidade de Hoi An. Com o centro histórico incluído nos dossiês da Unesco, esta foi das únicas cidades que não foi bombardeada durante a guerra. Por aqui, ficámos três dias, dedicados a uma praia com um extenso areal que tornou fácil a fuga às grandes multidões. As noites eram feitas de passeios de bicicleta pelo tal centro histórico, atravessando pontes sobre rios iluminados e apreciando o comércio local. Uma das grandes atracções de Hoi An são os alfaiates da região, capazes de produzir peças lindíssimas e personalizadas em poucas horas.

Mas aquilo que nos tem fascinado um pouco por toda a Ásia são os candeeiros e aqui em Hoi An, nem se fala. Dá vontade de comprá-los compulsivamente. Além disso, durante a noite, a cidade fica decorada com um toque mágico, cheia de luzes e cores que nos fazem sentir aconchegados.

Mais que eu, a Ana é quem anda maluca pelos candeeiros. E já que não os pode levar todos para casa, oferece-nos estas magníficas imagens.